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INFORMAÇÃO SUMÁRIA

 

Padroeira: Santa Eulália.

Habitantes: 438 habitantes (I.N.E. 2011) e 654 eleitores em 05-06-2011.

Actividades económicas: Agricultura, pequena indústria e comércio.

Festas e romarias: Senhora das Dores (2º domingo de Agosto), S. Cipriano (1º domingo de Outubro), Santo Amaro (15 de Janeiro), Santa Eulália e Festa das Almas.

Património cultural e edificado: Igreja paroquial, Casa do Regueiro (c/ Capela da Senhora da Agonia) e Casa dos Barreiros.

Artesanato:  Tecelagem.

Colectividades: Juventude Associada de Rio de Moinhos.

 

 

 

ASPECTOS GEOGRÁFICOS

 

 
Localiza-se a norte da sede do concelho e confina com as freguesias de Sabadim, Aguiã, Rio Frio, Senharei e, do lado nascente, com o rio Vez com uma área de 410 ha, dista da sede concelhia cerca de 8 km para norte.
 
Seus lugares são: Aldeia, Bairro Novo, Breia, Calvelo, Cem, Chedas, Cruz, Masdão, Monte, Nogueiras, Pedregais, Pousada, Rebelo, Reboreda, Reduto, Riba Nogueira, Soutelo, Torre, Vinha Nova.
 
Nos tempos actuais, à entrada do séc.XXI, a análise demográfica da freguesia revela que o seu crescimento populacional foi, nos últimos 18 anos, gradual.
 
A agricultura continua a desempenhar um papel importante na economia local. Todavia, segue, na sua totalidade, uma lógica de auto-subsistência.
 
A Junta acrescenta que não se têm verificado iniciativas por parte de jovens agricultores. A construção civil é a principal actividade industrial geradora de emprego em Rio de Moinhos. Por último, o sector terciário marca a sua presença unicamente pelo parque comercial existente, dado que serviços públicos e outros se concentram em Arcos de Valdevez. Todavia, o comércio possui uma oferta pouco diversificada, tanto a nível alimentar, bem como não alimentar a retalho.
 
A mobilidade populacional é, actualmente, um dos vectores de desenvolvimento mais valorizados. Neste âmbito, é de referir que parca e escassa são as acessibilidades que servem a freguesia, as quais se resumem a uma EN e a carreiras de transportes públicos que se realizam diariamente.
 
 
 

RESENHA HISTÓRICA

 

 
Situada na margem direita do Rio Vez, é uma freguesia muito antiga, como o documenta a toponímia dos seus lugares e o próprio orago Santa Eulália. Além disso, está documentada como sendo uma das paróquias iniciais do Julgado medieval de Vale de Vez.
 
Os viscondes de Vila Nova de Cerveira apresentavam o abade.
 
Pinho Leal, no “Portugal Antigo e Moderno”, relata que “é nesta freguesia a Torre de Rio de Moinhos, que foi de Garcia Rodrigues Caldas, do Paço de Vascões, e de sua mulher D. Leonor de Sousa”. Esta torre poderá estar relacionada com a hoje conhecida como a Casa da Torre.
 
A Casa da Torre que poderá estar, portanto, associada a essa torre medieval. Se é assim, esta terra, andava nas relações duma das principais famílias nobres do Minho medieval.
 
Foi abade de Rio de Moinhos, António Dâmazo de Castro e Sousa, falecido em 1876. Entre o extenso rol de distinções, consta como académico honorário da Academia de Belas-Artes, sócio do Conservatório Real de Lisboa, sócio de mérito da Real Associação dos Arquitectos Civis e Arqueólogos Portugueses, comendador de número de Isabel, a Católica, grande oficial da Ordem do Nicham, de Tunes, condecorado com os hábitos de diversas ordens religiosas, civis e militares.
 
Segundo uma descrição da freguesia enviada em 1758 pelo abade António Vicente de Brito ao vigário geral, aquele referia que “há no distrito da freguesia as capelas de Nossa Senhora das Dores; no lugar de Masdão a capela de Santo António; a capela de S. Sebastião, fora do lugar, no sítio chamado o Monte, a capela de Nossa Senhora do Socorro; a capela vulgarmente chamada de S. Cipriano, no lugar de Reboreda”. E dava conta da existência de vinte moinhos no rio Vez, este sendo “fonte de abastecimento de trutas, bogas, escalos e lampreias”.
 
Seguindo esta descrição, o jornal “Vida Local”, de Outubro de 1994, num apontamento monográfico assinado por A. Lima, concluía que “relativamente à capelas, apuramos a existência da de S. Cipriano, no lugar de Reboreda; a da Senhora da Agonia anexa à Casa do Regueiro, propriedade dos herdeiros do professor Manuel Dantas de Barros Lima; a de Santo António, situada junto à Casa do Morgado do Monte, hoje pertencente a Maria das Dores; e a Senhora dos Remédios anexa à Casa e Quinta de Barreiros.
 
Félix Alves Pereira, historiador e estudioso de crenças populares, conta que na freguesia de Santa Vaia (Rio de Moinhos) há uma imagem de S. Cipriano que o povo banha na fonte do Castro quando necessita de chuva. Quando o povo deseja o sol, leva o santo em procissão ao alto do castro e colocam-no sobre uma pia ou escavação na rocha que lá existe, com a cara voltada para o lado do sol. Se deseja chuva, a procissão dirige-se a uma fonte próxima situada nas abas do referido castro, fonte que nunca seca, colocam-no sobre a tampa de pedra e o padre ou outro gentílico, toma a água da fonte e banha com ela a imagem.”
 
Uma das figuras que mais se destacaram na freguesia foi a de António Rodrigues, be­nemérito que mandou abrir a estrada 1301 por volta de 1950.
 
Pinho Leal diz sobre esta freguesia: é terra muito fértil em todos os géneros agrícolas do pais, e cria muito gado de toda a qualidade, que exporta. Nos seus montes ha bastante caça.
 
Com um património edificado, civil e religiosos, do qual se destaca a Igreja Paroquial, as capelas de S. Cipriano, no lugar da Reboreda, da Sr.ª da Agonia, anexa à Casa do Regueiro, e a Casa e Quinta de Barreiros, com respectiva capela dedicada à Sr.ª dos Remédios, com a sua praia fluvial do rio Vez e as suas belezas ribeirinhas, com a possibilidade de praticar pesca desportiva, e com a sua ruralidade ainda preservada por toda a freguesia, Rio de Moinhos tem potenciais que podem sustentar um via de desenvolvimento e progresso local baseada no aproveitamento turístico dos seus valores. No entanto, a freguesia não dispõe de nenhuma estrutura hoteleira capaz de fazer jus a tais potenciais.
 
Ainda assim é muito procurada, principalmente no Verão e durante as festividades principais que se fazem à Sr.ª das Dores, no segundo Domingo de Agosto, a S. Cipriano em Outubro ou a Santo Amaro, em 15 de Janeiro.
 
 No livro Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais encontramos:
 
«A primeira referência a esta freguesia re­monta a 1066, segundo informa o Padre Avelino J. da Costa.
 
Em 1258, na lista das igrejas situadas no território de Entre Lima e Minho, elaborada por ocasião das Inquirições de D. Afonso III, Santa Eulália de Rio de Moinhos é citada como uma das igrejas pertencentes ao bispado de Tui.
 
Em 1320, no catálogo das mesmas igrejas, mandado efectuar pelo rei D. Dinis, para determinação da taxa a pagar. Rio de Moinhos, então designada "Santa Eolalie de Rivxo Molinorum", foi taxada em 65 libras.
 
Em 1444, D. João I conseguiu do papa que este território passasse a pertencer ao bispado de Ceuta.
 
Mais tarde, em 1512, toda a comarca eclesiástica de Valença passou para o arcebispado de Braga, recebendo em troca o bispo de Ceuta, D. Henrique, a comarca de Olivença. Com a incorporação dos 140 benefícios eclesiásticos de Entre Lima e Minho na diocese de Braga, D. Diogo de Sousa mandou proceder à sua avaliação, sendo Rio de Moinhos avaliada em 200 réis e meio e 50 alqueires de pão.
 
Em 1546, no Memorial de Rui Fagundes, mandado fazer no tempo de D. Manuel de Sousa, rendia em conjunto com a sua anexa São Tomé de Aguiã 50 mil réis.
 
Na cópia de 1580, refere que Rio de Moinhos se dividia numa metade sem cura e noutra com cura, sendo ambas da apresentação do visconde de Vila Nova de Cerveira por confirmação que lhe fora feita.
 
Américo Costa descreve-a como abadia da apresentação "in solidum" dos viscondes. Por seu turno, o seu abade apresentava o vigário da igreja de São Tomé de Aguiã, que lhe estava anexa.
 
Em termos administrativos, a freguesia de Rio de Moinhos pertenceu a Ponte de Lima, em 1839 e 1852, à de Arcos de Valdevez
 
 
 
 (Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo e Freguesias Autarcas do Século XXI, Terra de Valdevez e Montaria do Soajo)
 
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